Capitão América: Guerra Civil | Crítica

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Capitão América: Guerra Civil é, para quem já assistiu todos os filmes anteriores da Marvel, a conclusão de todos aqueles desentendimentos entre um personagem e outro. Quando todas as discussões eram sempre interrompidas, deixadas de lado por conta de um problema mais importante relacionado ao vilão da vez. Só que desta vez, em Guerra Civil, a trama iniciou um tipo discussão entre os personagens que abriu portas para que toda essa bomba emocional, construída ao longo dos anos fosse enfim detonada. E tudo foi colocado de uma forma tão interessante que levou o público a refletir sobre ambas as ideias, sem escolher um lado como se escolhe um time de futebol. Por que no final das contas, todos ali estavam certos, a diferença é que cada um estava tentando resolver o problema de acordo com seu histórico emocional, político e social, o Homem de Ferro que o diga.

O filme conta basicamente a resposta do mundo em relação aos drásticos acontecimentos ocorridos em Vingadores 1 e 2, Capitão América: O Soldado Invernal e outros. O resultado foi uma decisão da ONU, assinada por 177 nações que obrigava os Vingadores a deixarem de ser uma instituição privada, com escolhas próprias e que a partir de então fossem uma força da qual seria utilizada somente quando a ONU julgasse ser necessária. O porta voz de toda esta decisão foi o General Ross, conhecido por sua participação nos filmes do Hulk. Obviamente nem todos os heróis concordaram com isso, pois interferia no bom senso de suas escolhas, ainda mais por conta do desfecho do segundo filme do Capitão América, onde a SHIELD, instituição que decidia o que estes super-heróis deveriam fazer, estava totalmente corrompida pela Hydra. Outro fato importante é a suposta participação de Bucky Barnes, o Soldado Invernal na morte do T’chaka, rei de Wakanda e pai de T’challa, o Pantera Negra. A tentativa de proteger e compreender seu antigo amigo Bucky, faz Steve Rogers, o Capitão América a ir contra o tratado enquanto tenta desvendar uma possível conspiração que vem alimentando toda essa intriga relacionadas as ações dos Vingadores.

Capitão América: Guerra Civil é basicamente um filme de espionagem e bastante ação, com fortes elementos de drama e também humor, características muito bem encaixadas pelos diretores Joe e Anthony Russo. Diferentemente de sua versão original nos quadrinhos, o filme trouxe bem menos personagens e um número bem maior de nações envolvidas, além de um maior nível de maturidade no comportamento dos envolvidos e desenrolar da história. Tudo é muito bem explicado e as motivações que levaram cada um a escolherem seus respectivos lados foram muito bem estruturadas. Apesar do grande número de pessoas envolvidas, é bem destacado o fato do filme ser do Capitão América e não dos Vingadores. Cada personagem teve seu respectivo grau de importância, exceto aquele que mais esperávamos, o Homem-Aranha. O aracnídeo caiu de para-quedas no filme, como se fosse encaixado de última hora apenas para estar ali e dar uma satisfação ao público. O CGI de seu uniforme é outro detalhe não tão satisfatório pois de todos ali presentes ele era o que mais parecia ser uma espécie de desenho animado. No entanto todos estes detalhes negativos são deixados de lado ao vermos a atuação de Tom Holland em conjunto com a roupagem dada ao herói pela Marvel. O Homem-Aranha definitivo chegou aos cinemas, com suas piadas, com a imaturidade seus 15, 16 anos e um traje bastante fiel ao que já estamos acostumados nos quadrinhos. Os momentos que envolveram Scott Lang, o Homem-Formiga foram totalmente inesperados, pois assim como Peter Parker, Scott brilhou durante as cenas de batalha levando os fãs a loucura em uma determinada situação onde ele se torna um grande problema para a equipe do Homem de Ferro.

Outro personagem de grande destaque foi T’challa, com cenas de ação absurdamente espetaculares e motivado por um espírito de vingança e justiça bastante intenso. É o típico indivíduo que realmente chama atenção e tem tudo para ser um dos preferidos dos fãs.

Os demais personagens seguiram o mesmo padrão de participação dos demais filmes, sem muitas novidades a respeito de suas ações, exceto que todos foram essenciais para que todas as peças de Guerra Civil fossem encaixadas de maneira correta e satisfatória.

Por outro lado tivemos os vilões que apimentaram e também colaboraram com toda a situação. Ossos Cruzados que infelizmente foi muito mal aproveitado e Zemo, bastante diferente do Barão Helmut Zemo, sua versão original dos quadrinhos. Zemo é um antagonista bastante inteligente e acompanhou a intriga dos heróis durante todo o tempo, uma peça crucial para o final do filme, porém também muito mal aproveitado devido a história que este personagem já possui nas HQ’s.

A ambientação do filme foi bastante ampla envolvendo diversos países, destaque para a cena de combate no aeroporto da Alemanha, uma das melhores de todo o Universo Cinematográfico da Marvel. A trilha sonora, diferente dos outros filmes foi mais contida, mas que se encaixou perfeitamente ao clima de tensão que hora ou outra era quebrada pelas cenas de humor de Homem-Aranha, Falcão e Homem-Formiga.

Capitão América - Guerra Civil

Capitão América: Guerra Civil é com certeza um dos melhores filmes feitos pela Marvel e assim como nos quadrinhos, abriu diversas possibilidades, inclusive de novas equipes. De qualquer forma para que você possa realmente compreender todos os tópicos abordados neste filme é fundamental ter assistido as obras anteriores e para uma compreensão ainda mais ampla, a própria saga escrita para as HQ’s.

Com certeza vale a pena assistir!

E você, já assistiu?

Ficha Técnica

Capitão América: Guerra Civil
Lançado em 28 de abril de 2016
Dirigido por Irmãos Russo (Joe e Anthony Russo)
Produzido por Kevin Feige
Roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely
Elenco formado por Chris Evans como Steve Rogers/Capitão América, Robert Downey, Jr. como Tony Stark/Homem de Ferro, Scarlett Johansson como Natasha Romanoff/Viúva Negra, Sebastian Stan como Bucky Barnes/Soldado Invernal, Anthony Mackie como Sam Wilson/Falcão, Don Cheadle como James Rhodes/Máquina de Combate, Jeremy Renner como Clint Barton/Gavião Arqueiro, Chadwick Boseman como T’Challa/Pantera Negra, Paul Bettany como Visão, Elizabeth Olsen como Wanda Maximoff/Feiticeira Escarlate, Paul Rudd como Scott Lang/Homem-Formiga/Gigante, Emily VanCamp como Sharon Carter/Agente 13, Tom Holland como Peter Parker/Homem-Aranha, Frank Grillo como Brock Rumlow/Ossos Cruzados, William Hurt como General Thadeus “Thunderbolt” Ross, Daniel Brühl como Helmut Zemo, Martin Freeman como Everett Ross.
Produção de Marvel Studios
Distribuído por Walt Disney Studios

Total Score

Direção
95%
Cinematografia
90%
Roteiro
90%
Edição
90%
Música
85%

Capitão América: Guerra Civil

Guerra Civil é o terceiro filme do Capitão América, o décimo terceiro filme do Universo Cinematográfico da Marvel e primeiro filme da fase três da Marvel Studios.
Sobre o Autor

Sandro Pessoa

Metalhead, guitarrista, colecionador de livros e hq's, fundador do site MonsterBrain e Lorde Sith nas horas vagas.