Deadpool | Crítica

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Indo direto ao ponto… Sim, Deadpool é um filme muito bom… bom pr’a car%#*#??? Hummm, também não tanto assim. A questão é que Deadpool trouxe algo que diversos fãs de filmes de super-heróis desejavam: descontração.

Atualmente os filmes de heróis buscam desesperadamente encontrar razões reais para se encaixarem no contexto de nossas atuais vidas, assim como aconteceu, por exemplo, em Batman de Christopher Nolan. Um ótimo filme, mas que perdia toda sua seriedade ao presenciarmos as tensas conversas do Comissário Gordon com um cara vestido de morcego fazendo cara de mau. As vezes soava engraçado, por hora beirando o próprio ridículo. Mas era o Batman, ponto final.

Mas ok, voltando ao Deadpool, Ryan Reynolds lavou a alma. O ator canadense realmente fez o dever de casa e tampou com massa de concreto aquilo que assistimos em X-Men Origins: Wolverine e Lanterna Verde. Sua interpretação ficou ótima e arrancou diversas vezes gargalhadas até do avô que levou o neto para assistir o filme. As piadas foram muito bem colocadas e a característica fundamental do filme, que é uma piada propriamente dita, são as inúmeras referências. Lanterna Verde? Sim, está no filme. O Deadpool sem boca de Wolverine também está. Para você que já assistiu o filme ou ainda irá assistir, saiba que precisará assisti-lo novamente duas, três ou mais vezes para captar tudo que os produtores colocaram ali.

A história é básica: um filme de origem com mocinha em perigo. Parece clichê, mas não para Deadpool cujo o intuito é realmente escrachar ao som de Careless Whispers do cantor George Michael. Até mesmo, aquela imagem séria e dramática dos X-Men precisou se adequar a este filme, nada que fuja do tradicional universo Marvel da FOX. Colossus torna-se engraçado apenas pelo fato de seu excesso de moral, com a figura do professor mais velho que quer ensinar boas maneiras a jovens como Míssel Adolescente Megassônico (nome perfeito para uma personagem do filme de Deadpool), nova integrante dos X-Men.

Deadpool

O intuito de Colossus é tornar Deadpool um X-Men, mas as explicações de Wade Wilson do por que ele não quer são hilárias por realmente fazerem todo o sentido do mundo. Tudo aquilo que preferímos deixar de lado nas histórias de super-heróis para não estragar a fantasia, W.Wilson vomita na cara de Colossus.

A quebra da 4ª parede acontece a todo instante. W.Wilson fala com o público e até movimenta a câmera com as mãos para esconder de nós algumas “coisitas” que ele acha inapropriado aparecer. Sua postura lembrou bastante o personagem Ferris do filme Curtindo a Vida Adoidado de 1986, assista o filme por completo e entenderá.

A origem do personagem foi semelhante a dos quadrinhos assim como foi a escolha de seu nome de guerra. Os vilões Ajax e Pó de Anjo foram bons, a típica figura vilanesca sem qualquer tipo de expressão de emoção, super fortes com um deles muito inteligente e outro obedecendo o primeiro. Típico do que já estamos acostumados.

Portanto, se você quiser assistir um filme de super-herói do qual você pode relaxar e rir abertamente, assista Deadpool de coração aberto. Você não precisará ficar tentando entender a trama pois ela está bem direta, o trabalho mesmo é você conseguir reparar em todas as referências do filme, pois como eu já disse, são bastantes.

E sim, Stan Lee está presente em seu modo mais safadinho de ser. Assista e confira!

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Sobre o Autor

Sandro Pessoa

Metalhead, guitarrista, colecionador de livros e hq's, fundador do site MonsterBrain e Lorde Sith nas horas vagas.