Leviatã Desperta | Crítica

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Leviatã Desperta de James S. A. Corey, publicado pela Editora Aleph

Já tendo sido adaptado pela Netflix, com duas temporadas em seu catálogo, e, com uma terceira temporada a caminho a obra literária Leviatã Desperta é nas palavras de George R. R. Martin, e, faço deles as minhas, “UMA PUTA SPACE OPERA”. Só para constar, o nome da série no catálogo da Netflix é intitulado The Expanse. (Assisti, apenas, o primeiro episódio após a leitura e a adaptação parece fantástica.)

Leviatã Desperta

Escrito por James S. A. Corey, pseudônimo dos escritores Daniel Abraham e Ty Franck, o livro Leviatã Desperta, lançado em 2017 no Brasil pela Editora Aleph com a espetacular tradução de Márcia Blasques e a magnífica arte de Mark Molnar. O livro simplesmente te consumirá e arrebatará. Vale ressaltar, teoricamente, tratar-se de uma trilogia que já tem os títulos das próximas aventuras definidos, Calliban’s Wars e Dandalion Sky.

O livro ambientado num futuro distante, 200 anos após a expansão do ambiente habitável pelos seres humanos. Nesse ambiente ficcional os homens já habitam alguns outros planetas do sistema solar, e, em outros casos algumas luas com Ceres entre outras. Entretanto, apesar de ter dominado às estrelas há, ainda, uma certa dependência das “colônias” em relação a metrópole Terra.

Assim, nesse ambiente existem os terráqueos, os marcianos e os centurinos, que compartilham esse universo aumentado, e, que apesar da distância entre si, compartilham de um ambiente de grande instabilidade política, econômica e social, que é permeado por grupos que buscam e lutam pela igualdade, liberdade e fraternidade dos habitantes.

A narrativa inicia-se com a introdução da jovem Julie Andromeda Mao, seu desaparecimento e da tripulação da nave em que se encontravam navegando a vastidão do universo, na busca justamente de promover um ambiente equalitário aos centurinos, visto pelos demais como sendo escória e párias dessa nova sociedade.

Dessa forma, após a breve introdução desse personagem que é crucial à narrativa, inicia-se a narrativa que irá nos guiar até o final do livro, e, que é magistralmente construída pela perspectiva dos dois personagens centrais, que possuem códigos de conduta distintos; pontos de vistas divergentes; mas que no fundo compartilham de ideais semelhantes e um senso de justiça, respectivamente, o detetive Joe Miller e o Capitão James Holden. Todavia, devido a distinção entre suas personas, esses personagens entrarão em rota de colisão em momentos cruciais e em algumas tomadas de decisões.

Nesse interim, descobre-se uma conspiração que irá abalar os pilares do universo conhecido e habitado até então. Conspiração essa encabeçada por grandes corporações, humanos com visões caricatas de como as espécies deveria evoluir a fim de ganhar as estrelas e os confins do universo. E, que ainda põe em cheque a ideia de que estamos sozinhos no universo.

De qualquer maneira o livro é bastante denso, mas não complexo, dinâmico com pitadas de ironia, sarcasmo, um pouco de aventura, um montão de ficção, romance, comédia, atos heroicos e altruísmo. Além disso, zumbis, Star Trek, Star Wars, e, claro Alien.

Enfim, aguardando as próximas aventura da série, enquanto elas ainda estão alguns anos-luz de nós, acho que vou aproveitar The Expanse, na Netflix, para reencontrar com meus Brothers Miller e Holden novamente.

Sobre o Autor

Rhaydrick Sandokhan

Apaixonado por tudo que popula a cultura PoP, GeekNerd,DataGeek... A propósito: "I'm Batman!"