Logan | Crítica

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Logan é o terceiro e melhor filme solo do Wolverine até então lançado!

Logan

Logan é o décimo filme da franquia X-Men, produzida pela  20th Century Fox, baseada nos quadrinhos da Marvel Comics. O filme marca a última participação do ator Hugh Jackman como Wolverine e Patrick Stewart como Professor X ao longo de 17 anos.

Lançado no Brasil em 02 de março de 2017, Logan é o terceiro e último filme solo do Wolverine, dirigido por James Mangold. O longa também traz a participação da jovem atriz Dafne Keen, interpretando a mutante X-23 e também do ator Boyd Holbrook, como Donald Pierce, um dos principais antagonistas da história.

O roteiro é profundamente influenciado pelo arco O Velho Logan (Old Man Logan), escrito por Mark Millar, onde Wolverine precisa enfrentar os problemas relacionados a sua idade avançada em um mundo caótico e com “muita poeira”.

Opinião do MonsterBrain

Bonito, triste e sangrento representam parte das principais características de Logan, um filme absurdamente maduro com relação aos demais filmes dos X-Men produzidos pela FOX. Ele realmente conseguiu transcender a barreira que os estúdios vinham mantendo com relação aos filmes de super-heróis, onde o público infantil deveria por obrigação ser incluído, principalmente pelas campanhas de marketing envolvendo brinquedos.

Logan

O nível de humor em Logan é mínimo, e o que existe faz parte de uma tremenda ironia dos personagens afim de esconder a tragédia que assola suas vidas, velhas e com um grandioso histórico de sofrimento. Um drama bastante intenso, onde Logan e Professor Xavier discutem sobre as possibilidades de um real descanso, em meio as doenças que afligem seus corpos.

E é realmente emocionante quando ambos os personagens podem aproveitar os breves momentos de calmaria, pois o filme é intensamente caótico e mal da tempo para os personagens descansarem. Este desgaste é tão desenvolvido e tão muito bem representado que chega a ser doloroso ver um Wolverine dormindo no volante durante uma viajem, ou momentos onde Charles Xavier perde o controle de seus poderes por conta de seus mais de 90 anos, aliados a uma mente doente, controlada por remédios.

A participação da jovem Laura, a mutante X-23 surge de maneira inocente conectando os três personagens de uma maneira poderosa, mostrando o significado e a importância da família para cada um dos envolvidos. Detalhe para a cena do jantar, onde um dos momentos mais bonitos do filme é apresentado ao público.

No entanto, Logan também pode ser considerado um dos filmes mais brutais e sanguinários de toda a franquia. Cada corte, cada perfuração, corpos dilacerados ilustravam a atmosfera sombria que este filme trouxe. Como o Wolverine já não estava muito bem, suas garras e seu fator de cura já não funcionavam como antes, o papel de arma de destruição ficou por conta de X-23, responsável por cenas incríveis, incluindo os mais diversos tipos de mutilação.

Logan é um filme que explora o sentido de família e daqueles por quem devemos lutar, com um drama intenso capaz de nos emocionar a cada reviravolta. Não há nem como dizer se o final foi realmente feliz dado as circunstâncias apresentadas. É realmente um filme para sofrer e chorar.

Logan lavou a alma do personagem nos cinemas, dado a baixa qualidade dos dois primeiros filmes do Wolverine. Ele fecha com chave de ouro todo o trabalho de Hugh Jackman e Patrick Stewart em seus trabalhos com os X-Men. Assim como Deadpool, provavelmente Logan sirva de referência para que novos filmes de super-heróis possam vir a explorar dramas mais intensos e cada vez mais sofisticados.

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Sobre o Autor

Sandro Pessoa

Metalhead, guitarrista, colecionador de livros e hq's, fundador do site MonsterBrain e Lorde Sith nas horas vagas.