Star Wars: O Despertar da Força | Crítica

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Star Wars está de volta, a força realmente despertou! É a impressão que tive ao assistir Star Wars: O Despertar da Força em sua estréia no dia 17 de dezembro de 2015 no Cinemark do Shopping Passeio das Águas em Goiânia-GO, com trailers de Warcraft, Capitão América: Guerra Civil, Batman vs Superman e a 5ª Onda. É um filme bom? Não somente bom, é ótimo! Porém existem detalhes vistos tanto como positivos como negativos, principalmente pela fortíssima influência da trilogia clássica da franquia, tão influente que por momentos soou como cópia.

Indo direto ao ponto, Star Wars Episódio VII é quase uma versão alternativa do Episódio IV, Uma Nova Esperança. A sequência dos fatos como a figura de determinados personagens são absurdamente semelhantes. Começamos pelo fato de que existe um droid, com uma determinada informação secreta, que deve ser encaminhado as pressas a um grupo que oferece resistência a um determinado tipo de tirano opressor. A diferença entre R2-D2 e BB-8 é apenas o conteúdo já que o último carrega parte do mapa que leva ao local de auto exílio de Luke Skywalker, algo que o 1ª Ordem (uma nova versão do Império Galático) está atrás para erradicar de vez a existência Jedi do universo. BB-8 é tudo aquilo que R2-D2 foi, um droid com comportamento humanizado cheio de ferramentas de locomoção, conexões e principalmente de muito humor!

Star Wars - O Despertar da Força-2
Encontro Entre Rey e BB-8

Em Star Wars: O Despertar da Força há um drama mais trabalhado do que os episódios anteriores, mas os momentos de humor foram clássicos, principalmente por conta de Finn (John Boyega), o Storm Trooper desertor da 1ª Ordem. John Boyega atuou perfeitamente e a sala de cinema caía em gargalhadas com diversas situações onde o personagem precisava inventar algo para não piorar sua própria situação. Ao lado de Rey (Daisy Ridley), constituiram um verdadeiro equilíbrio na obra. Rey é a personagem centrada e mais racional, solitária e sem muito chororô, enquanto Finn carregava um grande desespero por conta de seus traumas relacionados a sua passagem na 1ª Ordem. Rey é como uma nova versão de Luke Skywalker (Mark Hamill), criada no deserto e admiradora das velhas histórias, vistas como lendas por diversos personagens.

Passando para o lado negro da força, temos Kilo Ren, aquele que tenta ser o novo Lorde Negro da saga mas não o é. Desde o trailer sabemos que Kilo tenta seguir os passos de Darth Vader enquanto Sith, porém a colocação “Você não é, nunca será” cabe bem ao personagem ao menos neste filme, pois, diferentemente de Vader é impaciente e estourado, capaz de destruir uma sala com seu sabre de luz por conta de algo que possa não ter dado certo. Dicípulo do Líder Supremo Snoke (uma versão contemporãnea de Palpatine) Kilo Ren é um personagem forte, muito bem trabalhado, principalmente pela atuação do ator Adam Driver e que ainda tem muito a apresentar.

Sobre os personagens clássicos, foram com certeza os grandes ápices do filme, fazendo com a sala de cinema vibrasse com a euforia do público a cada momento que um novo surgia. Leia (Carrie Fisher), Han Solo (Harrison Ford), C-3PO, R2-D2 e Chewbacca (Peter Mayhew) foram recebidos com a emoção de quem almejava por um novo filme há mais de 30 anos. Mas como nem tudo é perfeito, é visível que a participação destes nesta nova fase de Star Wars é de transição, a de passar o bastão para uma nova geração de personagens. As cenas com estes são bastante importantes, portanto caso ainda não tenha visto o filme, afaste-se de spoilers pois os fatos que se sucedem neste filme são chocantes para qualquer um que seja fã, principalmente da trilogia clássica.

Star Wars - O Despertar da Força
General Hux e o Exército da 1ª Ordem

Outros detalhes que arremetem os antigos filmes é a presença da Starkiller, a nova Estrela da Morte, agora com um tamanho de proporções planetárias capaz de destruir de 4 a 5 planetas de uma só vez e engolir estrelas para gerar sua energia de destruição. Quem está no comando é o General Hux (Domhnall Gleeson), uma versão descarada de Wilhuff Tarkin, comandante da primeira Estrela da Morte. Hux e Kilo Ren possuem um relacionamento semelhante ao de Vader e Tarkin, gerenciando em primeira mão as vontades do Líder Supremo Snoke.

Ao terminar de assistir ao filme percebi que a força parecia estar desesperada para se despertar, pois a forma que surgiu foi muito mais intensa do que nos filmes anteriores, onde o dicípulo de Jedi necessitava de um longo treinamento para ter controle sobre a mesma. Tudo foi tão bem feito que o próprio trailer induziu o fã a acreditar em algo para depois no filme causar uma reviravolta que levou o público a loucura. Realmente fenomenal!

Acredito que a brusca semelhança deste com os filmes anteriores foi de oferecer logo de início aquilo que os fãs tanto queriam, um tipo de sentimento que os episódios I, II e III não foram capazes de transmitir. Agora que tivemos isso podemos sugerir que os demais filmes podem caminhar para a obtenção de uma identidade mais particular.

Star Wars: O Despertar da Força trouxe a franquia para o alto novamente, o filme não decepcionou e com certeza teremos muito mais nos próximos anos!

Agora sobre o que muitos se questionavam… Luke Skywalker está no filme e existe um bom motivo para ele não ter aparecido no trailer e em nenhuma das imagens promocionais, portanto se ainda nâo assistiu, evite os spoilers e corra para o cinema!

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Sobre o Autor

Sandro Pessoa

Metalhead, guitarrista, colecionador de livros e hq's, fundador do site MonsterBrain e Lorde Sith nas horas vagas.