Rogue One: Uma História Star Wars | Crítica

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Rogue One superou as expectativas com a clássica GUERRA nas Estrelas!

De início é tudo muito diferente, tudo muito sério, o clima de tensão é apresentado nas cores, nas falas e nas apresentações. Rogue One é diferente de tudo que havíamos visto em Star Wars, mas ao mesmo tempo é extremamente fiel a tudo aquilo que tanto esperávamos.

Com direção de Gareth Edwards, o primeiro spinoff de Star Wars foi um verdadeiro banho de fortes emoções e referências, tanto a trilogia original como a prequela.  É um filme de bastante ação, no entanto a ideia principal é o sentimento, a esperança e o valor que os personagens dão as suas respectivas causas.

Não existem piadas propositais, o humor é encaixado conforme a necessidade das situações, onde os personagens acabam agindo e respondendo de forma inocente perante os momentos que surgem.

Rogue One: Uma História Star Wars

Rogue One é bastante orgânico, onde a CGI beira a perfeição, principalmente ao trazer detalhes de outros filmes incapazes de serem reproduzidos novamente, a não ser através da computação gráfica. E estes detalhes correspondem em sua grande maioria em fatos realmente tocantes para quem realmente é fã. São as referências, as exatas referências que vieram sanar nossas dúvidas sobre como este filme se encaixaria em meio aos outros longas, quadrinhos e livros.

Fizeram realmente tudo muito certo, preenchendo cada lacuna que nos afligia durantes os meses de produção.

A trilha sonora de Michael Giacchino foi impecável, porém são versões dos clássicos temas de John Williams, e que infelizmente não causam o mesmo impacto das originais. Parece que naquele exato momento onde determinada nota precisava entrar, a música muda e caminha em outra direção, mas felizmente isso não prejudica o filme, pelo fato de que a proposta era realmente soar diferentes dos tradicionais Episódios.

Obviamente tiveram algumas situações não muito bem explicadas, como por exemplo a motivação de alguns personagens em adentrarem o conflito e até morrerem por um determinado ideal, cujo os valores eram de outros. Neste ponto pareceu faltar algo que poderia muito bem oferecer maior profundidade a estes personagens, que realmente são fortes e tinham tudo para se tornarem ícones entre os fãs, mas essa não era intenção de Rogue One.

Dentre os filmes de Star Wars, este é o mais militarizado. É guerra de verdade e por alguns instantes o roteiro até parece ter sido escrito por George RR Martin (Game of Thrones), pois o número de mortes é grande ao mesmo tempo que também são bastante impactantes.

A participação de Darth Vader foi memorável, ele foi exatamente aquilo que queríamos ver. Um vilão implacável, cujos os momentos em que entra em ação nos faz esquecer de qualquer outra coisa que esteja acontecendo. Ele realmente estava determinado a ser o Lorde Sith que precisávamos e suas cenas ficarão marcadas para sempre. Estou falando sério, assista Rogue One e saiba como Darth Vader pode ser incrível em tão pouco tempo.

Rogue One - Darth Vader

Aliás, o filme traz cenas inéditas sobre o tipo de vida que o Lorde Vader é obrigado a ter, jamais reveladas em outros filmes. Realmente demais!

Rogue One: Uma História Star Wars só não foi melhor por que não foram dois. Ele realmente é a introdução de exatamente tudo que vimos no Episódio IV, Uma Nova Esperança, portanto sem condições de qualquer tipo de continuação.

O filme tem um erro aqui e outro ali, mas tudo dentro do normal e aceitável. Com certeza a parte boa esconde qualquer uma destas falhas.

Portanto se você é fã de Star Wars, você precisa assistir Rogue One imediatamente para poder esclarecer uma série de situações presentes no Episódio IV.


Guia Cronológico Star Wars


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Sobre o Autor

Sandro Pessoa

Metalhead, guitarrista, colecionador de livros e hq's, fundador do site MonsterBrain e Lorde Sith nas horas vagas.