Spectral | Crítica

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Drama sobrenatural da Netflix é menos que o esperado

Produzido pela Legendary Pictures e distribuído pela Netflix, o filme Spectral foi disponibilizado via streaming dia 09 de dezembro de 2016. Um misto de ficção científica com drama sobrenatural, colocando um grupo de personagens frente a uma realidade da qual eles próprios negam-se a acreditar.

A comparação com Caça-Fantasmas acaba logo após os primeiros minutos do filme, já que Spectral não tem espaço nenhum para algum tipo de humor e muito menos um propósito semelhante.

Tudo é feito as pressas, numa tentativa de sobrevivência, da qual soldados em meio a uma guerra deparam-se com um tipo de inimigo nada comum, capaz de ser visto somente com aparatos tecnológicos sofisticados. Em meio a linha de tiro, os dois lados em guerra passam a ser caçados por estas entidades sobrenaturais, bastante agressivas e letais.

Spectral - Netflix

Quando um dos melhores soldados é morto por um destes seres, as câmeras presentes em seu capacete revelou a sua equipe espectros de algo que ninguém sabia ou não queria admitir ser um fantasma. Por conta disso, o criador das câmeras capazes de visualizar estes espectros é convocado para auxiliar o exército a solucionar este mistério. Em meio as investigações e os primeiros contatos com estes seres, os personagens acabam descobrindo a causa de tudo isso, nascida durante as chamas da guerra.

Spectral é apresentado o tempo inteiro sob uma perspectiva científica, onde cada situação é uma peça do quebra cabeça na tentativa de se salvarem dos “condensados“, assim chamados estes seres capazes de matar apenas com um toque, atravessar paredes e voarem em velocidades incríveis, no entanto, assim como contam as lendas, são vulneráveis ao elemento ferro e a poderosos ataques de plasma (a comparação com Caça-Fantasmas).

É um filme que gera tensão, mas que não traz as tradicionais fórmulas de susto e horror, provenientes das obras que abordam fantasmas. Não há sangue, não há terror e um mínimo de violência neste sentido, a não ser as características básicas de um filme de guerra.

Um fator que colaborou na depreciação do filme é o fato das resoluções dos problemas surgirem de maneira muita fácil. O técnico responsável pelos equipamentos dos soldados consegue reestruturar e criar novas armamentos de maneira muito breve e eficaz. A própria conclusão chega a ele, quase como se já o tivesse esperando: “aperte o botão e saiba exatamente o que é preciso fazer”.

Spectral - Netflix

Com uma conclusão um tanto morna e óbvia, Spectral ainda assim tem sua qualidade no quesito de entretenimento e pipoca. O filme tem média de 1:45 minutos que passam de forma bem suave.

O filme foi dirigido por Nic Mathieu com roteiro de Ian Fried. O elenco de Spectral conta com os astros James Badge Dale, Max Martini, Emily Mortimer e Bruce Greenwood.

Já assistiu ou tem interesse em conferir Spectral? Deixe seu comentário!

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Sobre o Autor

Sandro Pessoa

Metalhead, guitarrista, colecionador de livros e hq's, fundador do site MonsterBrain e Lorde Sith nas horas vagas.

  • Roberto Szabunia

    Assisti sábado, e concordo quanto à velocidade na resolução dos enigmas por parte do cientista. Até parecia que ele tinha alguma noção prévia do que eram os tais “condensados”. No geral, porém, um filme divertido em seu gênero.

  • M. Bran

    Decepção, achei bem apático e óbvio, não te causa envolvimento com nada e ninguém, a ameaça não dá peso, é ruim até pro gênero.

  • Norberto Tso

    muito boa fotografia e efeitos mas com uma história sem suspense algum.. não dá pra se envolver com nada.. o filme é sem volume igual aos espectros do filme

  • Marcio Hoglhammer Moreira

    Gostei do filme e teve uma ideia de não apelar muito para o sobrenatural. Como diversão vale a pena ^^

  • Marcus Valerio XR

    Mas como raios alguém chama este filme de “Drama Sobrenatural”?! Não é nem um nem outro! É Ficção Científica de Ação! Título da matéria enganoso, visto que ao longo do texto o autor deixa claro que sabe disso.

    Também muito estranha a comparação com Caça-Fantasmas. A referência óbvia é a animação “Final Fantasy: The Spirit Within”, de 2001, cujo conflito Fantasmas x Humanos tem basicamente a mesma dinâmica.