Star Trek: Sem Fronteiras | Crítica

1125 Visualizações Deixe um comentário

Star Trek: Sem Fronteiras é um misto de drama, emoção e homenagens

Em um mundo onde ainda há espaço e tempo para se discutir se você faz parte do time Star Wars ou do time Star Trek, eu permaneço no limbo entre as duas franquias por conta de dois detalhes: gosto e sentimento.

E com certeza, Star Trek é a franquia que mais me comove sentimentalmente por ter sido bem mais presente em minha vida. Acompanhando os altos e baixos do Capitão Kirk original e sua tripulação naquele antiga série de TV.

E não tem como negar que Star Trek seja uma poderosa franquia, devido a personalidade de cada um dos personagens, a forma que se relacionavam, a aparência visualmente estranha, porém bem bonita da espaçonave USS Enterprise.

E mais uma vez dando continuidade ao reboot da franquia realizado por JJ Abrams, o terceiro filme, dirigido por Justin Lin, Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek: Beyond) trouxe um verdadeira obra para fãs.

Este novo capítulo dá continuidade a situação iniciada no final do segundo filme, com uma longa missão de cinco anos de duração. Com uma tripulação aparentemente exausta, James T. Kirk e os demais chegam a uma grandiosa Estação Espacial da Federação onde podem recuperar um pouco de suas energias.

No entanto, um chamado de socorro vindo de uma região ainda não explorada da galáxia, faz com que a USS Enterprise seja a melhor opção para um plano de resgate. Porém ao chegar ao local, surge uma nova grande ameça liderada pelo misterioso Krall, o qual possui um grande ódio pela Federação.

Star Trek: Sem Fronteiras traz um profundo amadurecimento da franquia, desde o reboot, incluindo a postura de cada um dos personagens. Capitão Kirk é visualmente o líder que conhecemos, firme, corajoso e com um profundo afeto por sua tripulação. Não há espaço para aquelas brincadeiras meio inconsequentes vistas nos filmes anteriores, apesar dele estar presente em diversas situações de humor.

A relação entre Spock e Leonard McCoy é uma das coisas mais legais do filme, nos fazendo rir dos diversos dramas apresentados. McCoy e suas reclamações são hilárias, justamente por serem previsíveis, fazendo com que nós já imaginemos a reação do personagem antes mesmo dela acontecer.

Star Trek - Sem Fronteiras - Spock e McCoy

O peso da participação feminina neste filme também é bastante explorado, pois podemos ver o quanto Nyota Uhura se sai bem, seja na sua função tradicional dentro da nave, como também durante os combates. No caso de Jaylah, acabou parecendo uma personagem de filme dos Power Rangers, mas com o decorrer da trama vai se demonstrando também como uma incrível personagem.

Muito se falou da homossexualidade de Hikari Sulu, apresentada pela primeira vez em toda a história de Star Trek. Mas o que podemos ver é apenas uma forte demonstração de afeto puramente familiar, apresentada de forma extremamente breve.

O vilão Krall foi muito bem explorado e suas motivações foram ao estilo do que já estamos acostumados em ver em Star Trek. O poder de sua frota espacial é magnífico e gigantesco, no entanto ela não se difere tanto do grau de perigo exercido pelos antagonistas anteriores.

Star Trek - Sem Fronteiras - Krall

Por fim, rever a destruição da USS Enterprise mais uma vez (já destruída em filmes passados, antes do reboot) é sempre emocionante e dramático. Toda sua beleza é bem destacada durante seus primeiros momentos, uma verdadeira nave de estimação para Kirk e os tripulantes, que fortalece ainda mais a tristeza de vê-la sendo completamente destruída, pedaço por pedaço.

A homenagem a antiga e original equipe foi um dos pontos altos do filme, apesar de muito breve, fez cair uma lágrima de todo fã que acompanhou Leonard Nimoy e William Shatner naquelas aventuras espaciais.

Star Trek: Sem Fronteiras mantém a qualidade das duas obras anteriores, sem muitas diferenças. Não é surpreendente, mas a qualidade junto do emocionante tema musical faz tudo ficar mais interessante e agradável.

Um filme que explora ao máximo o carisma individual de cada um dos principais tripulantes, abordando um drama quase familiar em meio a crise enfrentada em um ambiente desconhecido e hostil.

Um filme feito realmente para fãs, e que já ofereceu histórias suficientes para nos simpatizarmos com cada um dos pontos explorados. Agora é hora de prepararem um mega evento para o próximo filme para não caírem na mesmice, talvez um conflito com o Império Klingon.

Sobre o Autor

Sandro Pessoa

Metalhead, guitarrista, colecionador de livros e hq's, fundador do site MonsterBrain e Lorde Sith nas horas vagas.