Star Wars: Esquadrão Rogue | Crítica

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Aventure-se com Wedge Antilles na formação de um novo Esquadrão Rogue!

Star Wars - Esquadrão RogueUma das coisas mais legais de Star Wars é sua amplitude com relação aos mais diversos aspectos de sua história. Seja na fantasia, no idealismo, na guerra e na política, Star Wars é um misto de fatores que compõem nossa própria vida.

E um dos grandes exemplos de que Star Wars não é somente fantasia, Força e Jedis versus Sith,  é também as obras literárias que abordam o campo político e militar da galáxia, onde rebeldes lutam contra a tirania de um Império, mesmo que este esteja aos pedaços.

Publicado no Brasil pela Editora Aleph, Esquadrão Rogue aborda justamente este aspecto militar da Aliança Rebelde, 2 anos após os eventos do Episódio VI, O Retorno de Jedi. O livro faz parte do selo Legends, sendo o primeiro volume da série X-Wing, composta por um total de dez volumes, escritos por Michael A. Stackpole, cujo o currículo também inclui o desenvolvimento de games e diversas participações na fabricação de jogos de RPG.

Esquadrão Rogue traz novamente ao público, o personagem Wedge Antilles, um dos únicos participantes e sobreviventes da destruição das duas Estrelas da Morte, ao lado de Luke Skywalker.

Antilles recebe a missão de treinar um novo Esquadrão Rogue, famoso pelo uso dos tradicionais X-Wings, afim de lidar com as tropas imperiais remanescentes, isoladas, no entanto ainda bastante poderosas.

Um grupo médio de pilotos precisará lidar com os altos e baixos de fazer parte do esquadrão de elite da Aliança Rebelde, incluindo a pior parte que é a morte progressiva de seus colegas de equipe.

Já no outro lado, temos uma das células remanescentes do Império, liderada por Ysanne Isard, cujo o propósito é avaliar e deter Wedge Antilles e seu novo Esquadrão Rogue.

Este livro é como os típicos filmes militares, cuja a abordagem é voltada aos pilotos da aeronáutica, o relacionamento de amizade e competitividade entre eles, os treinamentos e missões abordo de suas aeronaves. Por enquanto, tudo ainda encontra-se numa fase inicial de uma história que ainda se desenrolará nos próximos volumes da série.

Os principais personagens da trilogia clássica como Luke Skywalker, Léia Organa e Han Solo são brevemente citados, quase sempre apenas como referência a situações passadas. Almirante Akcbar dá as caras, na supervisão do trabalho de Antilles mas seu papel é apenas este, sem muita profundidade.

Michael A. Stackpole recebeu diversos conselhos durante a produção do livro, dentre os quais Timothy Zahn, responsável pela Trilogia Thrawn, foi um deles, sendo citado nos agradecimentos do autor. Não é atoa que o próprio Almirante Thrawn é citado brevemente neste livro.

Star Wars - Wedge Antilles

Esquadrão Rogue é um livro bastante admirável pela forma por qual foi escrita, de maneira interessante e que realmente nos faz sentir como é estar na cabine de um X-Wing. É claramente um prelúdio, o que pode fazer com que alguns leitores mais desavisados, se decepcionem com a falta de uma história mais sofisticada.

Obviamente tudo ficará mais interessante a partir da leitura dos demais volumes da coleção.

Portanto se você gosta de histórias de guerra, treinamento militar, aeronaves, drama e ação, Esquadrão Rogue junto de toda coleção X-Wing é um prato cheio.

Este é mais um exemplo de que não é somente por que a história não faz parte do cânone, que deve ser descartada, vale muito a pena a leitura e nos faz compreender bem melhor o cotidiano deste grupo de personagens.

E você, já leu ou ainda pretende ler Esquadrão Rogue? Deixe seu comentário!

Sobre o Autor

Sandro Pessoa

Metalhead, guitarrista, colecionador de livros e hq's, fundador do site MonsterBrain e Lorde Sith nas horas vagas.