Stranger Things 2 | Crítica

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Muito mais referências em Stranger Things 2

Stranger Things 2

A segunda temporada de Stranger Things estreou na Netflix em 27 de outubro, marcando a continuidade dos eventos que ficaram pendentes na trama anterior. Produzida pelos irmãos Matt e Ross Duffer (The Duffer Brothers), havia um mistério quanto a possibilidade destes novos episódios serem tão satisfatórios quanto a primeira temporada, um carma bem comum em diversas obras de qualidade que porventura obtiveram continuações ruins.

Mas para o bem da série, Stranger Things trouxe muito mais daquilo que encantou os fãs, seja nas relações interpessoais dos personagens e das quantidades massivas de referências aos anos 80 e suas produções cinematográficas.

A história ocorre por volta de um ano após os eventos da primeira temporada, com os personagens ainda bastante abalados pelos incidentes ocasionados pela descoberta do Mundo Invertido e a chegada de Demogorgon. E apesar de suas tentativas em corrigir velhos erros, o surgimento de uma extensa e misteriosa contaminação na região agrícola da cidade apontará a chegada de um mal ainda mais terrível.

Os núcleos de personagens obtiveram uma evolução quanto a maturidade de suas escolhas, visto as trágicas experiencias particulares de cada um, o que os motivaram diretamente nesta nova temporada. O grupo principal formado pelos garotos Mike, Will, Lucas e Dustin ainda é o centro de toda a trama, enriquecido pela chegada da jovem Maxine, responsável por abalar a relação de amizade dos quatro, seja pela disputa ou pelo temor desta vir a substituir o posto de Onze (Eleven), desaparecida deste o final da temporada anterior.

Stranger Things 2

Já no caso de Onze, a personagem apresentou um grande salto em sua evolução, seja em sua forte personalidade como em seus níveis de poder. Sua coragem em abandonar toda sua segurança para desvendar os mistérios de seu passado e consequentemente se assegurar naquela sociedade, a colocará em uma longa jornada de grandes descobertas.

As referências presentes nestes novos episódios são gigantescos, desde aos antigos games de arcade, como também a clássicos do cinema, por exemplo Caça-Fantasmas e Mad Max. Mas estes aspectos são mais frequentemente vistos nas situações em que os personagens são inseridos, por exemplo, a necessidade de reativar a energia de um determinado local, totalmente ocupado por monstros que devoraram boa parte das pessoas que ali estiveram presentes, numa forte alusão a Parque dos Dinossauros. Os próprios rugidos dos “demo-cães” são bastante semelhantes aos de velociraptors. E isso não é metade da quantidade de ocasiões em que nossa nostalgia será provocada.

Strangers Things 2 foi relativamente melhor que a primeira temporada por conta de seu movimento e esclarecimentos. Os produtores da série pareceram estar bem mais confiantes em apresentar a história, o que deixou tudo mais fluído e ao mesmo tempo impactante. As relações de amizade e consideração pelo próximo continua como o principal tema a ser explorado, seja em seus exageros, no humor e na mensagem que tudo aquilo quer passar.

Stranger Things 2

É certo que uma terceira temporada chegará a Netflix, pois por mais que determinadas situações estejam resolvidas, a série não deixou de apresentar em seus momentos finais, um destaque a ameaça que com certeza ainda assolará cada um ali presente.

Agora é aguardar o que Stranger Things 3 nos trará!

Sobre o Autor

Sandro Pessoa

Metalhead, guitarrista, colecionador de livros e hq's, fundador do site MonsterBrain e Lorde Sith nas horas vagas.