Stranger Things [1ª Temporada] | Crítica

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Stranger Things é a Boa e Velha Nostalgia dos Filmes do Anos 80

Pegue boa parte dos clássicos da literatura e do cinema presentes no final da década de setenta e no decorrer dos anos 80, bata num liquidificador e presencie o resultado chamado Stranger Things.

A nova série exclusiva da Netflix, produzida por Matt Duffer e Ross Duffer arremete as principais características dos filmes de aventura, ficção, terror e suspense abordados em filmes como E.T. O Extraterrestre, Os Goonies, Poltergeist e Carry, A Estranha.

Não é atoa que o próprio escritor Stephen King comentou que Stranger Things é uma espécie de emaranhado de todas as suas obras.

E realmente é, mas não somente dele, mas de diversos outros escritores e roteiristas de filmes da época.

O fato é que Stranger Things reuniu não somente as cenas, mas o espírito nostálgico do que era viver e assistir um filme produzido na década de 80, apresentando o cotidiano de famílias que viviam em algum tipo de pequena cidade no interior dos Estados Unidos.

Esta primeira temporada é constituída por oito episódios, que nos causa a sensação de estar assistindo um grande filme ao invés de necessariamente uma série de TV.

O enredo de Stranger Things começa a partir do estranho desaparecimento de um jovem garoto (Will), gerando uma grande comoção por parte da sociedade. A partir disto, fatos sobrenaturais começam a surgir por meio de manifestações elétricas na casa do garoto, onde somente sua mãe compreende que todo problema é bem mais complexo do que todos imaginam. Uma forte referência ao filme Poltergeist.

Durante os episódios, núcleos de personagem irão se unindo para desvendar este grande mistério, cada um da sua própria forma e ponto de vista, motivados por questões pessoais.

Um dos grupos mais legais e interessantes são os dos três garotos, que passam a desvendar o desaparecimento de seu amigo até encontrar uma estranha jovem, chamada Onze (Eleven), cujo o passado vai sendo revelado aos poucos enquanto surpreende a todos com suas manifestações telecinéticas.

Tudo é muito claro e nostálgico como cenas de bullying, brigas de adolescente, mães que criam seus filhos sozinha, manifestações paranormais, guerra contra comunistas, investigação e espionagem, universos paralelos, monstros e experiências científicas. Tudo isso é muito bem abordado em Stranger Things de forma bem estruturada.

Mas assim como nos filmes de anos 80, parte das explicações são deixadas de lado para não estragar a fantasia. Todos entenderão do que se trata, mas não cabe questionar por que um personagem ou outro agiram de determinada forma.

Stranger Things arrancou elogios por parte de consagrados escritores e diretores de filmes, além de uma grande repercussão positiva do público.

Boa parte das melhores coisas dos anos 80, principalmente a trilha sonora reviveram uma grande satisfação nostálgica e realmente me deixou bastante ansioso em relação a segunda temporada de Stranger Things.

A Netflix já confirmou a segunda temporada e de acordo com os diretores, boa parte das dúvidas relacionadas a esta primeira temporada serão respondidas nos próximos episódios.

Stranger Things

Sobre o Autor

Sandro Pessoa

Metalhead, guitarrista, colecionador de livros e hq's, fundador do site MonsterBrain e Lorde Sith nas horas vagas.