The Flash [2ª Temporada] | Crítica

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A 2ª Temporada de The Flash, com ênfase na ficção científica, abriu portas para a DC Comics explorar seu lado mais fantástico.

A 2ª temporada de The Flash, série baseada nos quadrinhos da DC Comics produzida pelo canal norte americano da FOX, chegou ao fim e nos surpreendeu com a grande evolução da trama em relação a temporada anterior.

Obviamente, após todos os principais personagens já terem sido mais do que apresentados, a série teve tempo para explorar o vasto mundo da DC Comics que compõe o dia a dia de Barry Allen. E nisso os produtores acertaram em cheio por apresentarem ao público uma série de ficção científica de bastante qualidade. Universos paralelos, viagem no tempo, mutações, diálogos a respeito de novas tecnologias, além das inúmeras referências a outras obras da ficção como Star Wars, Star Trek, Fringe e etc… (o produtores devem gostar muito de JJ Abrams). O fato é que esta 2ª temporada de The Flash, apesar de seus longos 23 episódios não transpareceu aquela coisa arrastada, cheia de episódios inúteis para dar volume. A cada capítulo, mais um detalhe de grande importância para ser resolvido, tudo interligado com a trama central, ou seja, The Flash nos amarrava cada vez mais ao drama que todos os personagens vinham enfrentando. O vilão Zoom, assim como o Flash Reverso foi muito bem apresentado. Ele é sombrio, perverso, bastante inteligente e com um forte abalo psicológico, movido por sua terrível psicopatia com o desejo fútil de provar para si mesmo e para o restante mundo que ele era o velocista mais poderoso de todos, mesmo que para isso fosse necessário a destruição do próprio universo.

Referências em The Flash de outras série de ficção científica, por exemplo Fringe

Podemos afirmar que todas as grandes catástofres ocorridas nesta última temporada aconteceram por conta do desfecho da luta contra Eobard Thawne, o Flash Reverso no fim da 1ª temporada. O grande vórtice que foi aberto sobre Central City abriu diversas fendas no espaço tempo interligando a tradicional Terra-1 com o mundo alternativo chamado Terra-2. Foi desta maneira que Zoom, em sua trajetória de se tornar o mais poderoso dos seres teve conhecimento desta nova dimensão e da existência de Barry Allen. Sua meta era roubar a velocidade do Flash, transformando-se em um ser bem mais rápido capaz de transpor os limites da própria Força de Aceleração.

Mas para que seu plano realmente fosse eficaz, Zoom passou a enviar através das fendas diversos vilões da Terra-2 para atacar o Flash, o obrigando involuntariamente a querer se tornar cada vez mais veloz. Quanto mais velocidade Barry alcançasse, mais desta força Zoom poderia roubar.

Durante essa relação entre as duas dimensões, a Terra-2 forneceu os mais diversos personagens que há tempos vinhamos querendo nesse tipo de série. Vilões uniformizados assim como nos quadrinhos, com armas e poderes fantásticos. O Tubarão-Rei foi absurdamente fantástico e muito bem feito, assim como Ceifador e Nevasca. O próprio Zoom ficou fabuloso. A participação de outro famoso herói, o velocista Jay Garrick, o primeiro Flash das histórias em quadrinhos deu o ar da graça. Ao lado de Barry, Jay apresentou a clássica cena estampada anos atrás na capa da revista onde os dois velocistas romperam a barreira do espaço-tempo e se encontraram pela primeira vez.

Não podemos nos esquecer da versão alternativa de Laureal Lance, a Canário Negro de Arrow. Na Terra-2, Laureal era conhecida como a vilã Black Siren e sua breve participação em The Flash foi absurdamente melhor do que nas suas 4 temporadas de Arrow. É uma grande pena a atriz Katie Cassidy, ter sido tão mau aproveitada em sua série original quando esta tinha potencial para ir bem mais além. Esperamos que Black Siren possa porventura fazer uma participação ou outra nas próximas temporadas de The Flash, por que com certeza ela seria uma das melhores personagens femininas de toda a trama.

Esta 2ª Temporada de The Flash nos agradou bastante, pois forneceu uma boa trama de ficção científica sem ser exagerada. A relação com Força de Aceleração foi bem explorada nos últimos episódios e nos trouxe a realidade de que existem coisas ali bem maiores e fantásticas do que os casuais problemas enfrentados anteriormente por Barry. O final da série abriu infinitas possibilidades, pois o próprio desfecho de Zoom (que ao meu ver poderia ter sido melhor trabalhada) abriu portas para a talvez existência de outro importantíssimo vilão das histórias de The Flash. O final foi surpreendente ainda mais pelo fato de Barry Allen mesmo já tendo aprendido determinada lição, voltou no tempo e alterou mais uma vez o futuro, sabendo os tipos de consequência que ele próprio poderia enfrentar.

The Flash

Portanto, The Flash é uma série que abre diversas portas para a DC Comics explorar seu lado mais fantástico, não é atoa que Legends of Tomorrow acabou sendo um fruto disso. Apesar da temporada ser extensa, compensa bastante acompanhar os episódios recheados de drama, humor, ação e todo tipo de “crise” nas mais diversas e “infinitas terras” que você possa imaginar. Neste momento, estamos bastante ansiosos para o que pode vir acontecer na 3ª temporada, com lançamento no final de 2016.

E você, o que achou desta última temporada?

Sobre o Autor

Sandro Pessoa

Metalhead, guitarrista, colecionador de livros e hq's, fundador do site MonsterBrain e Lorde Sith nas horas vagas.